segunda-feira, 24 de agosto de 2009
TODOS PELA PAZ
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Vontade

A vontade é conceituada como sendo a capacidade de associar o "livre arbítrio e o determinismo". O próprio indivíduo tem a opção de escolher se faz ou não faz determinado ato, julgando, avaliando sugerindo e opinando sobre suas próprias ações; a resolução depende só da vontade própria. Os atos podem ser decorrentes de vontade ou de impulsos ou de instintos. Os atos da vontade ocorrem com representações conscientes do fim, com conhecimentos dos meios e das conseqüências.
Os impulsos são atos sem conteúdo e sem direção, aparecem subitamente e geralmente com conseqüências danosas. O indivíduo se entrega de maneira passiva e cega, ignorando o objetivo. São exemplos de impulsos patológicos: piromania, toxicofilia e cleptomania.
Perturbações da Vontade:
Hiperbulia: é o aumento dos desejos. Segundo Jaspers: é um sentimento gigantesco de força; o pensamento possui força e clareza extraordinárias.
Hipobulia: é a diminuição dos desejos; há um sentimento de passividade e abandono; falta a transformação do impulso volitivo em ação. O indivíduo não tem vontade nem de pensar.
Negativismo: o indivíduo tem uma resistência, sem motivo, contra qualquer tipo de impulso, idéia ou ato motor. Existem 2 tipos de negativismo: o passivo, onde o indivíduo se abstém de realizar qualquer ato, e o ativo, onde o indivíduo realiza sempre o oposto do que lhe é pedido.
Fenômenos em eco: nesse caso a vontade encontra dificuldade em estabelecer limites e critérios. Há uma espécie de círculo vicioso onde, a partir do momento em que a vontade leva a uma ação, essa ação se torna repetitiva, sem motivo de assim o ser. São exemplos de fenômenos em eco: ecopraxia (repetição de atos complexos), ecomimia (repetição dos próprios atos) e ecolalia (repetição de sons ou falas).
Obediência Automática: o paciente realiza de forma passiva e imediata as ordens que lhe são comunicadas, e nesse caso a vontade carece de independência e autonomia, e a vontade do paciente é dependente da vontade alheia.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009

domingo, 2 de agosto de 2009
valores eticos
Quando falamos de degradação de valores éticos é muito comum associarmos essa idéia às mudanças de comportamento ocorridas nos últimos anos, quase todas relacionadas com a sexualidade e com certos "contratos sociais". A aceitação e/ou discussão em torno de certos temas como o homossexualismo, o divórcio, as relações extraconjugais, o aborto e a eutanásia, são alguns dos exemplos de mudança de comportamento frente a temas, antes considerados como tabus na maioria das culturas.No Brasil, se alguns desses temas são ainda indiscutíveis, como a eutanásia, por exemplo, vemos que outros como o aborto e o homossexualismo estão na ordem do dia como pauta, inclusive no Congresso Nacional. Serão essas degradações dos valores éticos? Cetamente que não. Muito embora tendências mais retrógradas pretendam nos fazer crer que a nossa conduta deva ser regida por contratos imutáveis e eternos, como dogmas religiosos. A história nos mostra o contrário e justamente revela a transitoriedade dos contratos sociais. Se estamos de acordo que a felicidade é o fim último de toda conduta humana, devemos buscar que os "contratos sociais" estejam a serviço da vida e não o contrário.
Nesse sentido, a "degradação dos valores éticos" está, na verdade, presente em todas as ações que impedem o homem de realizar seu projeto de uma vida feliz.
São, a meu ver, exemplos de degradação da conduta humana, a violência e a injustiça social que, no Brasil, se expressam pela negação do acesso à terra, trabalho, saúde e educação. Me parece, portanto, hipócrita sermos contra o aborto quando sabemos que, no Brasil, centenas de mulheres pobres morrem a cada ano em clínicas clandestinas ou em decorrência de métodos inadequados para impedir a gestação de um feto. Ainda mais hipócrita é dar a um embrião um estatuto moral que está acima do estatuto moral de um homossexual ou de um bandido a quem a sociedade prefere condenar à morte.